segunda-feira, 30 de julho de 2012
DELICIOSO DELÍRIO!!
É madrugada...sinto frio
Será que estou a sonhar
Ou é mais um delicioso delírio?!
Encosto em teu corpo quente
Que responde sem nada falar
Tuas mãos desliza na pele
Finjo dormir...adoro provocar
Teus lábios beija-me o pescoço
Suavemente sobre meu corpo nu
Com tuas carícias perco o controle
....Jogo-me em teus braços
Sinto o tremor do teu corpo
Nesse recíproco jogo de sedução
Com a cumplicidade da lua
E a benção dos amantes...
Cavalgamos na mesma direção
Por vez eu domino e adoro
...Outra sou dominada...
E nessa total e deliciosa entrega
Nos amamos por toda a madrugada
Depois do amor veio o adormecer
De corpos cansados de prazer
Em uma bela manhã orvalhada
E eu...Eu só tenho a confessar
....De como é bom te amar...
(Kity Araújo)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.
Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.
Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?
Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).
Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.
Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.
Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.
Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.
Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Escrito Por Alguem que descobriu a beleza e a simplicidade da vida.
"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver."
- Sir Charles Spencer Chaplin (Charles Chaplin)
sábado, 9 de junho de 2012
Alma de minha alma
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Nada tenho...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ja Escondi um Amor com Medo de Perdê-lo
domingo, 27 de novembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011
Poema Loucura de Isaura Matias de Andrade, in "Sinfonia da Terra", 1943
Não quero saber…
E os olhos procuram, há mais de uma hora,
o bem de te ver!...
Os olhos tão tristes, famintos, coitados!...
– Porque é que não vens?
Também que interessa? Dos dias passados,
lembranças não tens!...
– Nem eu, estou certa. Se é só fantasia
que tudo isto encerra…
Jurei: Hás de ver-me mais dura e mais fria
que as pedras da serra:
Desprezo, verás, teu olhar perturbante.
Deixo de ser eu,
se em tua presença não for mais distante
que a estrela do Céu!...
Ver-te! Para quê? Se saudades não tenho,
nem vens por aqui.
Mas lá porque eu venho, e não sei porque venho,
não fora por ti.
Lembrar que me lembras, meu Deus, que pavor!
– Mas isso que tem?
Não tenho, não tens, se não temos amor,
está muito bem:
Não se perde nada, nem, dor, és cabida;
mentiras não contam.
Verdades são luzes e as luzes dão vida
assim que despontam.
O mundo prossegue na vida galharda;
o Sol está certo.
Há música, há risos, há homens em barda,
e eu… vejo um deserto!
Pensar que te esqueço tornou-se mania,
pareço uma louca!
Se trago, coitada, de noite e de dia
teu nome na boca!...
quinta-feira, 19 de maio de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011
Folhas perdidas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
More than words
Saying I love youIs not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
Now I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is close your eyes
And just reach out your hands and touch me
Hold me close don't ever let me go
More than words is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Minha alma tem o peso da luz
"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
Toda a parte mais inatingível de minha alma e que não me pertence - é
aquela que toca na minha fronteira com o que já não é eu, e à qual me dou.
Toda a minha ânsia tem sido esta proximidade inultrapassável e excessivamente
próxima.
Sou mais aquilo que em mim não é...
E eis que a mão que eu segurava me abandonou. Não, não.
Eu é que larguei a mão porque agora tenho que ir sozinha.
Se eu conseguir voltar do reino da vida tornarei a pegar a tua mão, e a
beijarei grata porque ela me esperou, e esperou que meu caminho passasse, e
que eu voltasse magra, faminta e humilde: com fome apenas do pouco, com fome
apenas do menos.
Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
PEDAÇOS DE MIM
sábado, 14 de agosto de 2010
Minha parte criança!

É sábia por que é original e angelical
Traz em si a pureza que existe no Divino
A inteligência infinita do Todo do Universo
Encontra simplicidade em tudo porque
Não se preocupa com as coisas de adulto
É sublime e vive simplesmente por viver
Vida inteligente
Então, quando meu Eu adulto se dá conta
De que tudo para os adultos é tão difícil
Enquanto para a criança é tão fácil !
Eu me pergunto: Por que ser adulto ?
E percebo que ser adulto não é bom !
Adultos brigam, ferem, enganam, traem
Crianças amam, sonham, ensinam, vivem
Triste realidade !
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Beija-me...
Beija-me devagarinho,
Sussura-me palavras de amor, baixinho,
Toca-me com as tuas mãos
Macias, já louco de paixão.
E com teu beijo,
Ah amor! Com teu beijo...
Acende já meu desejo
Toma conta do meu corpo em convulsões,
Desaperta depressa os botões
Que separam a nossa nudez
E vem, mais uma vez
Amar-me assim, intensamente,
Fica dentro de mim e sente
O meu calor...
O meu amor...
Podes gritar, podes gemer,
Eu enlouqueço de prazer
Que só tu me dás,
Quando me mostras que és capaz
De me amar, me possuir,
Até a lua ir dormir.
E depois, já saciados,
Num ímpeto, apaixonados,
Entregamo-nos novamente
Mais devagar...
A suspirar...
Solto o cabelo lentamente
E ofereço-te meus seios, duros,
Nas tuas mãos, e inocente,
Com o olhar terno e puro,
A tua barba arrepia,
Mas é pura poesia.
Dou-me inteira, sem pudor,
Gozando cada segundo
Do teu, do meu amor.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A vida me ensinou...

A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrar-lhes que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
domingo, 25 de julho de 2010
O 1º Amor
terça-feira, 20 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Vinícius de Moraes
Como dizia o poetaQuem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A sereia e o pescador

Viver aqui eu não posso
Nem no vale, nem na serra;
Eu não sou filha da terra,
Eu sou sereia do mar.
Correi, ondas, brandamente,
Correi, vinde me buscar.
Nasci no seio das vagas,
Numa gruta de cristal;
Em colunas de coral
O meu berço se embalou.
Ondas, levai-me convosco,
Que eu desta terra não sou.
O amor criou-me entre pérolas
Sobre fúlgidas areias,
Mago canto de sereias
Meus sonos acalentou.
Ondas, levai-me convosco,
Que eu também sereia sou.
Eu não sou filha da terra,
Vivo triste nestas plagas;
Embalada sobre as vagas,
Só no mar quero viver.
Correi, vinde, ó minhas ondas.
A meus pés vinde gemer,
No regaço cristalino
Brandamente me tomai;
Aos plácios de meu pai
Vinde, vinde me levar.
Correi, ondas, pressurosas,
Levai a filha do mar.
E se alguém na terra ingrata
Sentindo loucos amores,
Meus encantos e favores
Insensato desejar,
Em torno a mim,
bravas ondas,
Vinde em fúria rebentar.
Em solitário rochedo,
Batido pelas tormentas,
Ide, ó ondas turbulentas,
Ide longe me ocultar.
Rugindo ali noite e dia,
Guardai a filha do mar.
Sentada ao pé de um rochedo,
Com os pés na branca areia,
Assim cantava a sereia
A linda filha do mar.
E a onda mansa, gemendo,
Os pés lhe vinha beijar.
Pescador, que além vogava,
No seu batel escondido,
Absorto prestava ouvido
A tão saudoso cantar,
E a vela e o remo esquecia
Ouvindo a filha do mar.
Bernardo Guimarães





